quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Resenha: A Moreninha (Livro #04)

Oi, Leitor@s de bula! Tudo bem?
Hoje a nossa resenha é sobre um clássico da literatura brasileira pertencente ao gênero ultra-romântico: A Moreninha. 




Autor: Joaquim Manuel de Macedo
Editora: Ciranda Cultural
Edição: 1ª
Ano de edição: 2009
Número de Páginas: 159







O livro que foi publicado no ano de 1844, ainda hoje apresenta traços culturais e sociais que podem ser notoriamente encontrados em nossa sociedade. O contexto do livro gira em torno de 3 temas: fuga, egocentrismo e sentimentalismo. Augusto, um dos protagonistas da história, quando criança se apaixona à primeira vista por uma menina, que também corresponde ao sentimento, então ambos casam-se de brincadeira e prometem ser um do outro para sempre, entretanto os dois acabam se desencontrando sem ao menos saberem um o nome do outro, restando-os  apenas como elo de ligação  duas relíquias trocadas entre si e que simbolizam um juramento de compromisso entre os dois. O tempo passa e Augusto continua a guardar consigo essa relíquia, mantendo assim o juramento, porém a desilusão de não reencontrar sua amada o faz experimentar novos relacionamentos, no entanto nenhum dá certo e o rapaz como ele mesmo declara no livro: "É feito de boneca das meninas". Devido as suas desilusões amorosas, Augusto decide não amar nunca mais unicamente uma só pessoa, mas sim a todas. Com isso o personagem torna-se um namorador, inconstante. Nesse enredo de amores frustrados, fuga e desilusões, entra Filipe, amigo de Augusto. Ele convida Augusto e mais dois amigos: Leopoldo e Fabrício para irem no dia de Santa Ana (Mãe de Maria e avó de Jesus) comemorar a data na casa de sua avó, chamada também de Ana.
Filipe usa como artifício para convencê-los a ir à casa, o fato dele ter 3 parentes bonitas: duas primas e uma irmã, uma prima pálida, a outra loira de olhos azuis e a sua irmã moreninha. Augusto reluta em ir até a casa, por dizer ser vítima das moças, sendo elas o seu "fraco". Então para encorajar o amigo a ir, Filipe propõe uma aposta: Ele aposta que Augusto, na casa de sua avó, se apaixonará por uma de suas parentes, e que permanecerá enfeitiçado pelos encantos dela, unicamente dela, por 15 dias. É aí que entra o egocentrismo, Augusto crente na sua inconstância em relação às mulheres, aceita a  aposta, apostando que irá ganhar conseguindo não amar unicamente mulher alguma. Do outro lado, Filipe torna-se egocêntrico ao exaltar o potencial da sua prole, sua família. Todos concordam com a aposta e fica decidido que quem perder terá de escrever um romance. Augusto, Filipe, Leopoldo e Fabrício viajam até a casa da Avó de Filipe. Augusto acaba se apaixonando por Carolina, a moreninha, irmã de Filipe, e, além disso, ele acaba descobrindo que Carolina não é apenas mais uma de suas paixonites agudas, mas sim, o único e grande amor de sua vida, é a partir daí que surge o romance.
   Eu poderia elencar vários motivos para incentivá-los a lerem o livro, mas fico apenas com uma breve citação que explica o porquê de ler este livro:
"Os clássicos são clássicos porque sempre serão revistos, relidos, e relembrados."
   Esse é um livro que apesar de ter sido escrito há muito tempo, nos deixa a sensação de que  foi escrito hoje, ou seja, um livro atemporal. Portanto, Boa leitura!!!!

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